Imperatriz Leopoldinense

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O G.R.E.S. Imperatriz Leopoldinense apresentará em seu desfile de 2015, no dia 16 de fevereiro, o enredo "AXÉ, NKENDA! Um ritual de liberdade - E que a voz da Igualdade seja sempre a nossa voz" do carnavalesco Cahê Rodrigues.

Criado em 1967, sob a administração do presidente Oswaldo Macedo, médico, cigano e sambista apaixonado pelo Brasil, o Departamento Cultural da Imperatriz ajudou a delinear o estilo temático que marcaria profundamente os carnavais da ainda menina Imperatriz

O Centro de Cultura da Imperatriz Leopoldinense foi inaugurado em julho de 2014 com o apoio do presidente Luiz Pacheco Drumond e sob coordenação do atual vice-presidente cultural André Bonatte, com a mostra "Axé NKenda", uma abordagem sobre o enredo que a Imperatriz retratará em seu próximo desfile.

O espaço apresenta ainda uma exposição permanente com painéis retratando a vitoriosa história da Imperatriz e seus principais personagens, além de curiosidades sobre desfiles e momentos marcantes da agremiação.

Em novembro de 2014, em comemoração aos 125 anos da proclamação da República, o espaço receberá a Mostra "Liberdade, Liberdade", em alusão ao campeonato da Imperatriz de 1989.

A visitação ao Espaço é aberta ao público diariamente das 10:00 H às 21:00 H. Grupos de estudantes podem agendar visitas guiadas na secretaria da quadra.

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Muito prazer, Eu sou a Imperatriz!

"A semente germinou, do Recreio então brotou nossa escola de samba"

A história do G.R.E.S Imperatriz Leopoldinense, ao longo dos seus 50 anos de existência, é marcada pelo pioneirismo das realizações feitas por esta agremiação. A idéia de se fundar uma escola de samba na Zona da Leopoldina, se deu pelo fato de que era preciso ter na região uma entidade carnavalesca à altura do Recreio de Ramos e cujos freqüentadores eram integrantes da mais alta estirpe musical da cidade: Armando Marçal, Pixinguinha, Villa-Lobos, Heitor dos Prazeres, Bidê (Alcebíades Barcelos), Mano Décio da Viola e outros mais.

O articulador de tal empreendimento foi Amaury Jório, que reuniu no dia 6 de março de 1959, na sua própria casa na Rua Euclides Faria 22, em Ramos, um número de sambistas para criar a escola de samba. Cada um ali reunido opinou para a criação dos símbolos que marcariam e identificariam essa nova entidade carnavalesca. Jório deu a sugestão de que a área de atuação da recém fundada escola, a Leopoldina, fizesse parte do nome; articulação está para agregar as variadas agremiações carnavalescas do bairro.

Manoel Vieira deu nome de Imperatriz Leopoldinense e as cores verde e branco foram sugeridas por Venâncio da Conceição. O esboço do maior símbolo da agremiação, seu pavilhão, foi idéia de Agenor Gomes Pereira e a madrinha do seu batismo, prática comum entre as escolas de samba, foi o Império Serrano.

Um acontecimento que marcou muito a vida da escola e serviu para projetar seu nome aconteceu em 1972. Dias Gomes procurava uma escola de samba para servir de cenária para a novela "Bandeira 2" da TV Globo. Após muitas indas e vindas, a escolha recaiu sobre a Imperatriz, uma então modesta escola da Zona da Leopoldina. A história tratava do amor de dois jovens, filhos de famílias inimigas. Uma livre adaptação da imortal história de Shakespeare "Romeu e Julieta" ambientada no universo suburbano carioca. O principal personagem acabou sendo encarnado por Paulo Gracindo, que até então havia interpretado quase sempre personagens ricos e sofisticados. Seu desempenho como bicheiro Turcão teve imensa aceitação popular e significou sua consagração na televisão.

Mas os anos se passaram e a Imperatriz Leopoldinense oscilava entre bons e maus resultados nos seus desfiles. Tamanha inconstância fez com que Amaury Jório trouxesse para a agremiação, alguém capaz de administrar a escola e colocá-la no patamar competitivo com as demais que já existiam. Luiz Pacheco Drumonnd, o Luizinho – como era chamado por Jório – foi o nome escolhido. Com sua capacidade empreendedora, Luizinho tomou medidas decisivas para transformar a escola em uma grande agremiação, não em importância histórico-cultural, pois, isso a história de sua fundação já se incumbiu; mas sim uma importância ligada a notoriedade que fosse vinculada às vitórias.

Para tal, Luizinho comprou a quadra, alugou um galpão para a confecção das alegorias e contratou o renomado carnavalesco Arlindo Rodrigues para o desenvolvimento dos enredos da escola! A conjunção de tais medidas só poderia render bons resultados e que não tardaram a chegar. E assim vieram os títulos de 1980 com enredo O que a Bahia tem e o de 1981 O teu cabelo não nega. Daí para frente a Imperatriz se firmava entre as grandes escolas de samba do Rio de Janeiro.

Mais uma vez numa atitude empreendedora, Luiz Pacheco Drumond, trouxe para escola o carnavalesco Max Lopes para cuidar das questões artísticas e Wagner Tavares de Araújo, para o cargo de diretor de carnaval. Mudanças feitas, os resultados voltaram a aparecer; em 1989, a Imperatriz Leopoldinense se consagra como campeã do carnaval com um enredo histórico, sua marca principal, falando sobre o centenário da Proclamação da República, Liberdade, Liberdade abre as asas sobre nós. A partir e então a escola adotou uma forma de desfile que visava atender as necessidades e obrigatoriedades dos quesitos a serem julgados; o que lhe rendeu os termos de "escola técnica" ou "a certinha de Ramos".

Rosa Magalhães permaneceu na escola por 18 anos, conquistando junto com a Imperatriz o bicampeonato em 1994 e 1995, e ainda o primeiro tricampeonato da era sambódromo, em 1999, 2001 e 2002.

Em resumo a história da Imperatriz Leopoldinense foi construída pela tríade do idealismo, empreendimento e pioneirismo; respectivamente ligados à Amaury Jório, Luiz Pacheco Drumonnd e suas realizações ao longo da história do carnaval.

Galeria de Fotos

Feijoada de setembro

Quadra de Ensaios |28/09/2014

depoimentos para posteridade

Quadra de Ensaios |25/09/2014

Feijoada de agosto

Quadra de Ensaios |31/08/2014

Feijoada de julho

Quadra de Ensaios |27/07/2014

entrega da sinopse

Quadra de Ensaios |18/06/2014

centro de memória

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Evandro Lima